Toyota prepara retorno do lendário Celica ao WRC e Oliver Solberg celebra oportunidade histórica
A Toyota decidiu buscar inspiração em uma de suas páginas mais importantes no automobilismo. A fabricante confirmou o retorno do Celica ao Campeonato Mundial de Rali (WRC) em 2027, utilizando o nome histórico em um novo projeto de competição.
O anúncio representa uma mudança importante na estratégia da equipe japonesa, que pretende dividir sua operação de fábrica entre dois modelos diferentes: o novo GR Celica Rally1 e o já conhecido GR Yaris.
Oliver Solberg, Elfyn Evans e Sami Pajari serão os responsáveis por conduzir o novo Celica, enquanto Ott Tänak, Kalle Rovanperä e Takamoto Katsuta estarão associados ao programa do Yaris.
Os dois modelos utilizarão a mesma base técnica sob a carroceria, mas terão identidades visuais e comerciais diferentes.
Um nome que carrega história
O Celica não é apenas mais um nome resgatado de um catálogo antigo da Toyota.
O modelo teve participação importante na história do rali mundial, ajudando a fabricante a conquistar títulos de construtores em 1993 e 1994.
Também foi o carro utilizado por nomes históricos como Carlos Sainz, Juha Kankkunen e Didier Auriol em suas campanhas vitoriosas.
Trazer essa identidade de volta representa uma oportunidade de conectar o passado da Toyota com uma nova geração de competidores.
E existe um detalhe interessante: Oliver Solberg possui uma ligação familiar com o modelo. Seu pai, Petter Solberg, fez sua estreia no WRC em 1998 justamente pilotando um Celica.
Dois carros, uma mesma ambição
A estratégia da Toyota também merece atenção do ponto de vista esportivo.
A fabricante pretende trabalhar com duas identidades dentro de sua estrutura de fábrica, ampliando as possibilidades de comunicação e posicionamento de seus modelos.
Na prática, entretanto, a decisão exigirá uma operação complexa. Administrar seis carros e diferentes pilotos em uma mesma estrutura exige logística, engenharia e capacidade de desenvolvimento.
A rivalidade interna também pode se tornar um elemento interessante da temporada.
Solberg já demonstrou entusiasmo com a possibilidade de participar do projeto e acredita que a divisão entre os modelos pode gerar uma disputa intensa entre os próprios pilotos da Toyota.
Solberg quer transformar frustração em motivação
O anúncio chega pouco depois de uma das derrotas mais dolorosas da carreira de Oliver Solberg.
O sueco perdeu a oportunidade de conquistar o título de 2026 após sair da pista a apenas duas curvas do final da última especial da temporada, na Sardenha.
A frustração ainda existe, mas o piloto afirma estar pronto para seguir em frente e utilizar a experiência como motivação para 2027.
A Toyota oferece agora uma nova oportunidade para o jovem competidor, que terá a responsabilidade de representar um dos nomes mais importantes da história da fabricante.
O retorno do Celica é uma aposta que mistura tradição, identidade comercial e competição. Resta descobrir se a nostalgia também conseguirá se transformar em resultados dentro dos estágios especiais.
